Os
torcedores de Bahia e Vitória começam a matar a saudade da Fonte Nova, depois de 6 anos de ausência do estádio.
Eles chegaram em ônibus lotados, de táxi e muitos a pé.

São famílias (trazendo os filhos pequenos). Muitos ficaram nos
bares à volta do estádio (na Arena Fonte Nova ainda é proibida a venda de bebidas alcoolicas).
A festa
A cerimônia inaugural começou às 14h30, com participação de
artistas
como Ivete Sangalo e Claudia Leitte, além de Dan Miranda (Filhos de
Jorge), Margareth Menezes, Márcia Short e Mariene de Castro.
Ivete Sangalo deu um show, mostrando como devem se comportar
as torcidas, em clima de harmonia. Ela é torcedora do Vitória, mas
cantou o hino dos dois
times. Foi uma aula de grandeza.
O Hino Nacional foi executado pela banda Olodum. 80 percussionistas
liderados pelo mestre Memeu irão acompanhar Sátyra, que cantou o Hino
Nacional, e Mateus Vidal, que deu voz ao Hino ao 2 de Julho.
O clássico entre Bahia e Vitória começou às 16 horas. O Tricolor
iniciou a partida encurralando o Vitória, que aos poucos foi colocando
os nervos no lugar e equilibrando o jogo.
A torcida obedecia as regras do novo estádio e torcia sentada. Esvam
de pé apenas torcedores logo atrás dos dois bancos de reservas..
Embora tenham sido vendidos 37.274 ingressos, havia muitos lugares
vazios. Duas alas inteiras, entre as torcidas do Bahia e do Vitória,
estavam desocupadas.

O jogo iniciou morno, sem lances de perigo. Os chutes a gol, dos dois
lados, eram tortos, sem direção, e esbarrava m sempre nas pernas dos
defensores. Obina protagonizou o lance mais bisonho do primeiro tempo.
Recebeu a bola na entrada da área, sem marcação, e conseguiu se enrolar
sozinho.
Os dois telões, cada um com 100 polegadas, transmitiam o jogo, mas sem informar o tempo da partida.
Bahia 0 x 1 Vitória
A torcida só acordou mesmo quase no final do primeiro tempo, quando
Mansur entrou na área e foi derrubado. Pênalti, cobrado corretamente por
Renato Cajá, que fez o primeiro gol da Arena Fonte Nova, aos 41
minutos.
Foram os rubro-negros que tiveram direito à primeira explosão de gol.
Foto: Romildo de Jesus
Bahia 0 x 2 Vitória
No segundo tempo, o Vitória voltou mais determinado, em jogadas tanto
pela direita, quanto pelo lado esquerdo do ataque. E foi em uma dessas
jogadas, aos 6 minutos, que o argentino Max Biacucchi tocou de fora da
área, para encobrir o goleiro Marcelo Lomba. Um golaço! Vitória 2 a 0.
2 minutos depois, Obina chutou para as redes, mas a arbitragem marcou impedimento.
O Vitória era mais organizado, chegava tocando e enlouquecia a torcida nas arquibancadas da nova arena.
Bahia 0 x 3 Vitória
E veio o terceiro gol, aos 12 minutos, em nova jogada pela esquerda,
dessa vez com Michel. Foi o bastante para a torcida rubro-negra gritar:
"A Fonte Nova é nossa".
Bahia 1 x 3 Vitória
Mas o Bahia ainda tinha forças para reagir. E Zé Roberto recebeu
livre, dentro da área, para fazer o primeiro do Tricolor, aos 22
minutos.
Bahia 1 x 4 Vitória
Só que este domingo era do Vitória. Depois de lançamento feito por
Deola, Vander recebeu no meio de campo, invadiu e tocou para Marquinhos,
que entrara em lugar de Renato Cajá. O atacante devolveu, deixando
Vander na cara de Lomba, aos 27 minutos. 4 a 1. Era a goleada com a qual
a torcida rubro-negro tanto sonhara.
Começou a se formar um clarão de torcedores, na arquibancada onde se postava a torcida do Bahia.
Bahia 1 x 5 Vitória
Se a situação estava ruim, para o Bahia, piorou. O Vitória chegava
fácil, tabelava na área Tricolor, envolvia a defesa, esperava o momento
certo e matava.
Foi assim aos 36 minutos, quando Escudero fez o quinto.
E o buraco só crescia, na área reservada aos torcedores do Bahia.

A torcida rubro-negra, em êxtase, gritava "Olé!". Foi uma festa.
O jogo teve 37.274 pagantes e renda de R$ 1 milhão 954 mil 900.
Foto: Romildo de Jesus
Fonte tribunadabahia